Domingo, 19 de Julho de 2009
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Sobre pipocas, leis e regulamentações
Há dez anos que um time brasileiro não consegue vencer um estrangeiro numa final de Libertadores. O último foi o Palmeiras em 1999. De lá pra cá, Palmeiras, São Caetano, Santos, Cruzeiro, Grêmio e Fluminense pipocaram bonito e deixaram que festas em espanhol ocorressem em nossos estádios. Em 2005 e 2006, quando times do país conquistaram títulos, as finais foram caseiras - não à toa, a Commembol proibiu finais entre times do mesmo país em 2007.
E o que isso nos diz?
Básico: que a desestruturação, falta de profissionalismo, e a total incapacidade dos clubes brasileiros segurarem seus ativos (ou seja, os jogadores) nos tornou menos capazes de termos times competitivos que sejam capazes de competir de igual para igual com nossos vizinhos sulamericanos.
E por que não temos essa capacidade, já que o Brasil é um dos países mais estruturados e com o maior PIB da América do Sul?
Há muitos fatores que podem explicar a decadência do futebol de clubes brasileiro na última década. Mas eu quero me prender a um especifícamente que, para mim, parece ser a mais relevante: a Lei do Passe Livre/Lei Pelé, em vigor desde 2001.
É sabido e de conhecimento amplo que TODOS os times do Brasil hoje são completamente dependentes da boa vontade dos empresários do futebol. Seja por meio de uma parceria aberta, como é o caso da Palmeiras/Traffic, ou oculta, como ocorre entre o São Paulo e Juan Figer, dos menores às camisas de maior tradição do futebol, todos os clubes de futebol hoje precisam de empresários para sobreviver. Ninguém anda com as suas próprias pernas, ninguém compra jogadores inteiros com dinheiro vindo de seu próprio bolso.
E tudo isso, graças à adorada Lei do Passe.
O Estado Brasileiro ao tentar regulamentar algo sobre o qual ele não sabe e não tem a menor ideia de como funciona (ok, Estado burro é redundância) conseguiu jogar nosso futebol no lixo.
A desculpa oficial era que a lei beneficiaria os atletas, que teriam maior liberdade para negociar seus contratos. Na prática, tirou-se o poder dos clubes e jogou-se na mão de empresários - que não estão muito preocupados com títulos, mas sim com a venda de jogadores por quantias milionárias para algum time obscuro do Uzbequistão.
Não que eu esteja elogiando a lei anterior, que tornava um jogador escravo do time. O ponto é que é absurdo o governo definir como deve ser uma relação de troca entre um indíviduo e uma associação esportiva. Os termos de um contrato de trabalho deveriam ser definidos unica e exclusivamente entre o jogador, com o auxílio de seu procurador/advogado/empresário e o clube, chegando-se a um acordo que seja bom para ambas as partes. Jamais essa negociação deveria ser definida por uma terceira parte que não entende absolutamente nada sobre o futebol.
Ou seja: Não precisamos de uma lei para definir a relação contratual entre times x clubes. Cada caso deveria ser um casa a ser definido e negociado entre as partes envolvidas. Por isso, a melhor solução para que os clubes brasileiros voltem a ter times competitivos é simplesmente acabar com qualquer tipo de regulamentação na relação de trabalho entre jogadores e clubes. Num cenário assim, tanto o jogador quanto o clube ganham mais poder de barganha. E os amantes do bom futebol poderiam voltar a ver time pelo menos razoáveis em campos brasileiros.
ps. Ainda sobre esse assunto, eu vou escrever mais, posteriormente.
Terça-feira, 14 de Julho de 2009
A "hegemonia" neo-liberal
O advogado Edgard Freitas, estudante da UESC, espantado com a declaração de uma militante do PCdoB de que "o pensamento neoliberal sufocou o debate político nas universidades brasileiras", realizou uma pesquisa muito interessante e postou em seu blog. A idéia era comparar a literatura esquerdista com a literatura liberal (ou não-esquerdista) da biblioteca da universidade. Segue um trecho de sua postagem:
"Parto da premissa de que não há ideologia sem ideólogos. Para atingir a hegemonia, a ponto de gerar "pensamento único" e "sufocar o debate", imagino que a literatura liberal deva ser dominante, ao menos na biblioteca. É o mínimo que se espera.
Fiz uma comparação da quantidade de livros/referência de autores marxistas (ou esquerdistas) e não marxistas no site da Biblioteca:
Adam Smith: 8 referências
Karl Marx: 66 referências
Olavo de Carvalho: 1 referência
Antônio Gramsci: 33 referências
Friedrich Hayek: 1 referência
Lênin: 36 referências
Aristóteles: 38 referências
Paulo Freire: 100 referências
Milton Friedman: 5 referências
Emir Sader: 15 referências
"O Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano": 0 exemplares
"As veias abertas da América Latina": 10 exemplares
Paulo Ferreira da Cunha: 0 referências
Boaventura Sousa Santos: 7 referências
José Guilherme Merquior: 7 referências (0 para o livro dele sobre Foucault)
Michel Foucault: 36 referências
Roberto Campos: 4 livros
Celso Furtado: 31 referências
Paul Johnson: 0 referências
Eric Hobsbawm: 14 referências
George Orwell: 4 referências
Bertolt Brecht: 10 referências
Raymond Aron: 5 referências
Florestan Fernandes: 28 referências
Julián Marías: 6 referências
Marilena Chauí: 26 referências
Editora Instituto Liberal: 0 referências
Editora Paz e Terra: 234 referências
Vêem a completa distorção? A literatura filomarxista é francamente majoritária na Universidade e vem gente reclamar de "hegemonia neoliberal"!
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Ô meu saco...
Um sindicato.
PUTAQUEOPARIU.
Esse povo acha que ninguém tem mais nada pra fazer na vida além de ficar vendo o cara que, em tese, deveria estar resolvendo sua homologação falar sobre o jogo do Curintia com o colega da mesa ao lado.
Enquanto isso, você perde um puta tempo da sua vida, chega atrasado ao trabalho, por conta de uma burocracia idiota, burra, estúpida e violenta. Sim, porque o papai Estado te obriga a ser parte de algum sindicato, dar um dia de trabalho seu para as merdas dos sindicatos, que só sabem impor burocracia e não servem para absolutamente mais nada além de roubar quem trabalha. Só isso.
E ai eu me pergunto: por quanto tempo vamos continuar defendendo que o Estado coloque uma arma nas nossas cabeças e continue a nos obrigar a patrocinar organismos incompetentes?
E ai eu te pergunto: você vai defender a liberdade ou vai continuar com esse revólver apontado para a minha testa, me obrigando a fazer coisas que eu não quero?
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Sobre ética, jornalistas e blogues
O frisson causado pela obrigatoriedade do diploma para jornalistas não muda em absolutamente nada o exercício da profissão, por mais que alguns queiram achar que sim. Ter ou não diploma não é o diferencial para tornar alguém um jornalista ético, correto e profissional.
O surgimento da blogosfera originou um debate interessante sobre a produção do conhecimento. Como jornalista diplomada (não que isso conte muito), vejo um grande erro de foco nessa briga entre imprensa tradicional x blogueiros. Isso não deveria existir, porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E eu explico o porquê.
Primeiramente: há muitos blogueiros que fazem o que tradicionamente conhecemos por jornalismo e que, portanto, podem ser considerados jornalistas blogueiros. Há também, os blogueiros torcedores, palpiteiros apaixonados, que usam o blog apenas para expressar sua opinião. Opinião não é informação e, embora as faculdades de jornalismo tenham uma disciplina de redação jornalística opinativa, opinião não é informação: é um palpite que você, leitor, tem o direito de concordar ou não, de acordo com os argumentos apresentados.
A Mídia Palestrina, sem dúvida nenhuma, ao surgir, conseguiu captar uma tendência de mercado que só agora a “grande imprensa” está vislumbrando: a de que as pessoas gostam de consumir opiniões. Seja pra xingar ou pra idolatrar, é sempre interessante ouvir um ponto de vista embasado não somente em fatos, mas também em impressões pessoais. Esse pioneirismo por parte de muitos blogues que todos nós palmeirenses acompanhamos (e eu não vou citar todos, porque necessariamente esquecerei de alguns e seria muito injusto) é um exemplo interessantíssimo de como o mercado sempre se manifesta para o bem quando não há amarras governamentais, nem regulatórias, impedindo as livres trocas entre individuos. Traduzindo: havia uma demanda de informações sobre o Palmeiras diferente daquela oferecida pela mídia tradicional – e assim surgiu a Mídia Palestrina, para suprir essa demanda (espero que ninguém invente uma agência para regular blogs).
Mas (essa é a parte chata), eis que a Mídia Palestrina tomou uma proporção tão grande que, obviamente, alguns blogueiros perderam a percepção de seu papel. Se antes eram palpiteiros, torcedores apaixonados pelo clube que usavam seu blog para xingar e comemorar, com o crescimento de sua influência entre os palmeirenses internautas, perderam o foco e passaram a se comportar exatamente como a parte podre da grande mídia se comporta: em troca de uma informação exclusiva, passaram a vender sua alma (e, em um caso bem peculiar, super comum na grande imprensa), seu corpo, para conseguirem uma informação, uma entrevista, o que quer que seja. Mas até ai, não há nada demais, afinal, não sou ninguém para julgar as atitudes das pessoas.
O que me assustou e me motivou a escrever esse texto não é o fato de um blogueiro defender a diretoria atual ou a antiga, defender a permanência do Luxa ou a contratação do Muricy, defender a Mancha Verde ou seja lá o que for. Quando eu não gosto de algo que alguém escreve, eu simplesmente não leio e pronto (e isso vale pra tudo, seja blog ou grande imprensa). O que me surpreende e me assusta é que alguns blogues, de repente, tenham desistido de serem blogues e passem a se considerar veículos de jornalismo com credibilidade.
Por isso, voltando ao raciocínio do início do texto, eu gostaria de tomar a liberdade e explicar alguns fundamentos básicos do jornalismo, para que as pessoas possam realmente entender a diferença entre um jornalista e um articulista, caso isso não tenha ficado claro. Se alguém quer se achar jornalista, ok, sem problemas, afinal, há pessoas que pensam que são Napoleão. Agora, se alguém quiser ser jornalista de verdade mesmo, daqueles comprometidos só com a informação, eu só peço que siga algumas posturas, que é o que diferencia um jornalista de um articulista (e não o diploma).
Um jornalista deve ouvir os dois lados. Um jornalista tem que, em primeiro lugar, sempre pensar nos seus leitores. Jornalista tem obrigação moral de checar tudo o que escreve 500 vezes antes de publicar. Jornalista tem um código de ética a respeitar. Jornalismo tem senso crítico e opinião crítica. Jornalista não tem que babar ovo para dirigente. Jornalista não tem que esconder informação só porque uma divulgação antecipada poderia prejudicar determinados interesses. A única pessoa que interessa para o jornalista é o leitor. Logo, jornalismo é oposição, o resto é ser papagaio de pirata.
Eu quero ressaltar que a imprensa tradicional também está cheia de pessoas que pensam que são jornalistas e são apenas papagaio de pirata, uma situação que a Mídia Palestrina denuncia diariamente com louvor. E não é preciso ser jornalista para fazer isso, como a história da Mídia Palestrina tem mostrado até o momento. Um blogueiro tem tanta credibilidade quanto um jornalista (se ele agir de modo honesto), seja ao dar informações, seja ao opinar. Mas se alguém quer se auto-intitular jornalista, então que passe a escrever e se comportar como um.
Domingo, 5 de Julho de 2009
Quando as palavras não dizem nada
10º- A Nebulosa Trifid. É um "berçário estelar", afastado da Terra 9.000 anos luz, e é o lugar onde nascem as novas estrelas.

9º - Um redemoinho de olhos "furiosos" de duas galáxias, que se fundem, chamadas NGC 2207 e IC 2163, distantes 114 milhões de anos luz na distante Constelação do Cão Maior (Canis Major).

8º - Noite Estrelada, assim chamada por lembrar aos astrônomos um quadro de Van Gogh com este nome. É um halo de luz que envolve uma estrela da via Láctea.

7º - A Tempestade Perfeita, uma pequena região da Nebulosa do Cisne, distante 5.500 anos luz; descrita como "um borbulhante oceano de hidrogênio, e pequenas quantidades de oxigênio, enxofre e outros elementos".

6º - Em 6º lugar está a Nebulosa do Cone. A parte que aparece na foto tem 2.5 anos luz de comprimento (o equivalente a 23 milhões de voltas ao redor da Lua).

5º - A Nebulosa Ampulheta, distante 8.000 anos luz, que tem um estrangulamento no meio, por causa dos ventos que modelam a nebulosa, serem mais fracos na sua parte central.

4º - Em 4º lugar temos a Nebulosa Olho de Gato, que tem uma aparência do olho esbugalhado do feiticeiro Sauron do filme "O senhor dos anéis".

3º - Em terceiro lugar está a Nebulosa NGC2392, chamada Esquimó, pois se assemelha a um rosto circundado por chapéu ou gorro enrugado. Este chapéu, na realidade, é um anel formado por estruturas ou restos desagregados de estrelas mortas. A Esquimó está há 5.000 anos luz da Terra.

2º -A Nebulosa da Formiga, que é uma nuvem de poeira cósmica e gás, cujo nome técnico é Mz3. assemelha-se a uma formiga quando observada por telescópios fixos. Esta Nebulosa, esta distante da nossa Galáxia, e da Terra, entre 3.000 a 6.000 anos luz.

1º- A Galáxia do Sombrero - distante 28 milhões de anos luz da Terra - foi eleita a melhor foto, captada pelo Hubble. As dimensões desta Galáxia, oficialmente denominada M104, tem uma aparência espetacular. Ela têm 800 bilhões de sois e um diâmetro de 50.000 anos luz.
Pingos nos ís
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
p.s.
Estou fechada para balanço - espero ter cabeça pra atualizar em breve o blog.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Crise dos 20 e tantos
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc...E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.As multidões já não são 'tão divertidas'… as vezes até lhe incomodam.E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
E começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele.Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!*
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego…*
Democracia venezuelana
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na quinta-feira (25), em primeira votação, uma polêmica lei que obriga órgãos públicos e empresas privadas de telecomunicações a montar unidades de gravações telefônicas. Se o projeto de reforma do Código Penal passar na segunda votação (o que deve ocorrer, já que o governo tem maioria), o conteúdo dos diálogos deverá ser passado ao Ministério Público quando requerido. A proposta recebe críticas porque poderia possibilitar ao governo de Hugo Chávez ter acesso a gravações telefônicas de quem quiser, sem processo judicial.
Comentário do Blog: Sim, o idiota voltou.